É muito ruim quando colocamos nossa felicidade nas mãos de
alguém. É muito triste perceber que só nos sentimos felizes quando somos
aceitos por outra pessoa; e dependendo da ocasião, essa pessoa muda de rosto
freqüentemente. Torna-se o amigo, a amiga, a filha, a irmã, o patrão, o colega
de trabalho, e até mesmo um estranho na rua. Onde está o desequilíbrio? Se somos
100% responsáveis por nosso atos, e por isto, totalmente responsáveis por
nossas vidas, então nós somos o próprio desequilíbrio.
Buscamos loucamente um sinal que nos ajude a sair desse
labirinto. Sim, por que quando percebemos que deixamos de ser felizes por causa
do julgamento ou aprovação do outro, sentimo-nos num labirinto. Muitas vezes,
sem saída.
Então, começamos a usar de artimanhas sem fim. Repetimos
palavras positivas, olhamos para as coisas boas que fizemos, admitimos o quanto
somos pessoas maravilhosas. Buscamos a aprovação interior. Mas ainda assim,
continuamos no labirinto.
E tudo acontece numa questão de segundos, quando a
consciência nos alerta: “Ôpa, estamos no labirinto outra vez.” E então, a mente
é absorvida pelo negativo novamente. E nesse segundo tentamos nos deter, em
vão, pois o segundo inicial já passou. E novamente o labirinto.
Daí sucede que vagueamos em tudo já lido e aprendido com os
grandes mestres, como Osho, Krishnamurti, Pema Chodron, Deepak Chopra, Joe
Vitalle. E as leituras de Krishnamurti e Pema Chodron surgem vívidas em alguns
casos: observar sem julgar, sentir, sentir, sentir... apenas sentir.
Como é difícil apenas sentir. Ainda precisamos da mente para
direcionar os sentimentos negativos para fora, ou eles implodirão em nossos
corpos.
Como sair desse labirinto que criamos de tempos em tempos? O
que aconteceu em nossas vidas que levou a isto? Procuramos por um insight,
novamente em vão.
Colocamos em prática o Ho'oponopono, a respiração polarizada,
a meditação ativa, a meditação passiva. Inicialmente com uma intenção, mas
nenhum alívio surge.
E vagarosamente,
murmuramos frases com a intenção de desaparecer e se entregar ao Divino. E
torna-se este mais um ensinamento na prática. Somos computadores programados
para agir e reagir sempre da mesma maneira.
Segundo alguns sábios, existem algumas saídas: apenas
observar o sentimento; praticar pensamentos positivos; ter clara consciência
sobre eles.
Mas nada disso importa.
Importa sair desse labirinto. Importa achar a saída, a porta. E nessa saída
terá uma grande placa: AMOR