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segunda-feira, 11 de dezembro de 2023

Música de Fundo

 


A mente flui, a música segue ao fundo. 

A trilha sonora do tão conhecido aperto no peito. Sonhos espalhados em várias noites mal dormidas. 

O que fazer? A quem culpar? Como curar? Será essa a beleza do amor? A incerteza da vida? 

Um bilhão de pessoas no mundo, todas caminhando sem sequer enxergar ou sentir. Fragmentos de olhar ao som de palavras curtas, cumprimentos vazios de expressão. 

Somos mundos à parte, soltos no universo infinito, com emoções latentes inexpressíveis e presas em peitos arfantes. 

Somos amantes não correspondidos, cheios de sentimentos limitados e restritos a um local onde ninguém mais tem acesso. 

Somos inacessíveis.

terça-feira, 28 de novembro de 2023

Em novembro eu renasço

 

Esse foi o mês do meu aniversário. Troquei a kilometragem, completei mais uma Primavera, me tornei mais madura, qualquer coisa, mas nunca ficar velha! Jamais serei velha, não tenho genética para isso, nem paciência. Sempre estarei com um sorriso no rosto, brincando com as coisas que a vida apresenta, desde que não inclua mal estar estomacal (isso realmente me tira do sério!!!).

Comemorar aniversário é algo tão cultural, um acontecimento anual, como o carnaval (rimou!). Tão importante para alguns, tão insignificante para outros, e às vezes até insuportável para quem é muito vaidoso. Eu não faço parte de nenhum dos grupos acima.

Mas sou muito tímida, quase um bichinho do mato, por isso fico sem jeito com essas comemorações, mas nem por isso insensível.  

Se pudesse abraçaria e agradeceria a todos pessoalmente, mas como é inviável, deixo aqui esse agradecimento especial e eterno, por que vai servir para todos os anos da minha vida.

Muito obrigada!

Eve



sábado, 4 de maio de 2013

O Amor e o Ser Feliz


 

É muito ruim quando colocamos nossa felicidade nas mãos de alguém. É muito triste perceber que só nos sentimos felizes quando somos aceitos por outra pessoa; e dependendo da ocasião, essa pessoa muda de rosto freqüentemente. Torna-se o amigo, a amiga, a filha, a irmã, o patrão, o colega de trabalho, e até mesmo um estranho na rua. Onde está o desequilíbrio? Se somos 100% responsáveis por nosso atos, e por isto, totalmente responsáveis por nossas vidas, então nós somos o próprio desequilíbrio.

Buscamos loucamente um sinal que nos ajude a sair desse labirinto. Sim, por que quando percebemos que deixamos de ser felizes por causa do julgamento ou aprovação do outro, sentimo-nos num labirinto. Muitas vezes, sem saída.

Então, começamos a usar de artimanhas sem fim. Repetimos palavras positivas, olhamos para as coisas boas que fizemos, admitimos o quanto somos pessoas maravilhosas. Buscamos a aprovação interior. Mas ainda assim, continuamos no labirinto.

E tudo acontece numa questão de segundos, quando a consciência nos alerta: “Ôpa, estamos no labirinto outra vez.” E então, a mente é absorvida pelo negativo novamente. E nesse segundo tentamos nos deter, em vão, pois o segundo inicial já passou. E novamente o labirinto.

Daí sucede que vagueamos em tudo já lido e aprendido com os grandes mestres, como Osho, Krishnamurti, Pema Chodron, Deepak Chopra, Joe Vitalle. E as leituras de Krishnamurti e Pema Chodron surgem vívidas em alguns casos: observar sem julgar, sentir, sentir, sentir... apenas sentir.

Como é difícil apenas sentir. Ainda precisamos da mente para direcionar os sentimentos negativos para fora, ou eles implodirão em nossos corpos.

Como sair desse labirinto que criamos de tempos em tempos? O que aconteceu em nossas vidas que levou a isto? Procuramos por um insight, novamente em vão.

Colocamos em prática o Ho'oponopono, a respiração polarizada, a meditação ativa, a meditação passiva. Inicialmente com uma intenção, mas nenhum alívio surge.

E vagarosamente, murmuramos frases com a intenção de desaparecer e se entregar ao Divino. E torna-se este mais um ensinamento na prática. Somos computadores programados para agir e reagir sempre da mesma maneira.

Segundo alguns sábios, existem algumas saídas: apenas observar o sentimento; praticar pensamentos positivos; ter clara consciência sobre eles.

Mas nada disso importa. Importa sair desse labirinto. Importa achar a saída, a porta. E nessa saída terá uma grande placa: AMOR  

sábado, 13 de abril de 2013

Deixa chover

 

Ah a Raiva, esse sentimento é como uma sombra. É como a sensação térmica que sentimos no alto verão do Rio de Janeiro: uma camada densa pairando sobre nós e sua essência nos cercando por todos os lados.

Percebemos o início da Raiva como uma nuvem escura que se forma quando somos destratados, maltratados ou ignorados por desconhecidos, familiares ou amigos. Basta um toque de algum de nossos semelhantes, um toque errado, ou a falta do toque certo, para esse sentimento subir como uma nuvem pesada sobre nós.

E por que isso acontece? Como desenvolvemos essa nuvem? Ou melhor, como permitimos que essa nuvem fique pairando sobre nossa cabeça e, por fim, reagimos mal a ela? Na verdade, essa nuvem representa um fardo, algo que não suportamos carregar, mas também que não conseguimos identificar de imediato e, assim, nos livrar.

Podemos também comparar a Raiva com uma mochila muito pesada. Se quisermos carregar essa mochila, precisamos retirar dela os objetos mais pesados, do contrário, será melhor deixá-la quieta em algum lugar.

A Raiva tem enorme peso emocional. As nossas neuroses somadas às neuroses das pessoas com quem convivemos pode facilmente formar essa nuvem, esse peso emocional. Afinal, neuroses estão por toda a parte. Nascemos dentro delas, pois são inerentes a própria vida, que por si só é conflitiva. Ninguém consegue parar a vida. Daí, nossa natureza inquieta. Carregamos a vida conflitiva e inquieta dentro de nós. Mas e aquela nuvem escura?

Embora estejamos vivos, somos diferentes da vida, nossos ritmos são diferentes. Podemos nos parar quando queremos. Podemos relaxar. Temos ritmos parecidos com a natureza, e devemos aprender com ela. É notável que mesmo durante o alto verão do Rio de Janeiro, aquela camada densa de calor se esvazia e a chuva cai impiedosamente nos aliviando, nos tirando do sufoco.

E igual a natureza, devemos aprender a deixar chover. Aprender a deixar sair as neuroses. Começar a reconhecer e a retirar os itens mais pesados de nossas mochilas. Exercitar a vontade interior de caminhar numa estrada mais leve. Buscar diariamente a nossa própria Paz.

E podemos ainda usar a nossa inquietude para aprimorar cada vez mais esse viver de aprendizado. Ir mais fundo e aprender alguma coisa importante para nossa própria vida. Com mais prática, aprender a cuidar de algo valioso para o outro. E assim, seguir libertando-se dessa nuvem escura.

Acredite, pois, podemos deixar chover.

sábado, 13 de outubro de 2012

Facebook fora do ar


Coitada das milhões de pessoinhas que fizeram dele sua diversão diária.

Para falar a verdade até eu senti falta de ver o site abrir. Só isso.

Gosto de passar o tempo brincando de desenhar no Paint Shop Pro. Por causa disso e de outras mil razões eu não vivo para o Facebook. Eu tenho o Facebook , mas ele não me tem.

Li na internet que o site ficará fora do ar por 24hs por decisão judicial.

É, o Brasil continua sendo um País muito engraçado. Algumas leis entram em vigor com a velocidade de um raio, enquanto outras, até mais sérias e urgentes, levam uma eternidade para que o Juiz bata o martelo.

Por essas confusas e mal vistas decisões é que acabamos concluindo que a corrupção no Brasil jamais terá fim.

Existem situações tão mais emergenciais do que tirar um site do ar, e eu me questiono até quanto tempo ainda vai demorar para que um Juiz no Brasil comece a agir como uma pessoa que estudou para desenvolver a capacidade de um julgamento justo.

Mas política aqui nesse “País de Meu Deus” sempre teve peso maior do que a Educação, a Saúde, a Segurança.

Não sei até quando...  Mas isso um dia vai ter que mudar.

Nem que seja por ordem ou intervenção divina.

Eu acredito nisso, por que em nada mais acredito quanto ao meu País.


 

sexta-feira, 12 de outubro de 2012

Ego Meu

 


O Amor tem todas as coisas. Tem também meu Ego. Meu querido Ego. 

Não é tão difícil dizer a si mesmo "Eu Te Amo", quando o mundo te nega até um olhar. Estamos correndo tanto... ou sou eu quem corre e pensa que o mundo todo é que está correndo sem parar? 

Não consigo olhar a minha volta. Será que é assim com todo mundo? Não consigo enxergar as pessoas. Tão interiorizada que me encontro, a mente repleta de pensamentos, o corpo sofrendo com tantas emoções. 

Quando foi que me tornei isso? Esse Egotismo vulcânico? Quando era mais nova, lá pela minha adolescência, eu vivia como em um sonho. 

Ao longo de toda uma vida, exercitei a rotina da vida: acordar, trabalhar, preocupar, comprar, dormir, esperar. Sim, meu Ego sempre esperou alguma coisa, sempre acreditou que alguma coisa indefinida dentro de mim ia surgir e tudo faria sentido.

Agora vejo que a vida não tem sentido, a não ser, ser a vida. E hoje eu tento aceitar que eu sou apenas eu, e não meus sonhos de adolescência. Por que sonhos são apenas sonhos.

E o Ego?

quarta-feira, 18 de julho de 2012

Liberdade Condicional

 

A liberdade condicional é um fato corriqueiro e diário em nossa vida. 

Na verdade, não existe liberdade, pelo menos não enquanto neste Planeta vivermos, enquanto em um corpo físico habitarmos. 

A única liberdade que existe realmente encontra-se em nossa mente, lugar onde podemos facilmente nos transformar, viajar, nos tornar felizes ou tristes. 

Isso apenas até o instante em que a própria mente nos condiciona. Aí então, passamos a ser presos incondicionais de seus caprichos, temores, ações e reações. 

O que é a Liberdade, então?


segunda-feira, 5 de maio de 2008

Atchim


É assim que estou agora; espirrando quase de hora em hora e tenho certeza de que esses espirros vêm em represália as loucas mudanças de temperatura; parece que o planeta Terra endoida de repente e faz com que todo mundo responda também de forma louca, tossindo, espirrando, nariz escorrendo, voz rouca, sem querer sair da cama, cheia de irritação, com vontade de trocar de nariz e de cabeça, se vendessem nas farmácias. Assim, do nada, o ar do planeta fica esquisito, o clima fica frio e ao mesmo tempo faz calor. E a temperatura sobe e desce numa gangorra hipnotizante, e o meu nariz vai atrás; e não adianta dizer ao nariz para não dar bola pro tempo. Todo nariz adora cheirar, não tem jeito. Uma coisa de doido!!!

E quando estou assim, eu perco o saco de ir a médicos; eles parecem seres de outro planeta, meio enlouquecidos e perdidos aqui na Terra; quase todos, é claro... Principalmente aqueles que sofrem do famoso mal do “conhecimento entubado”; é como uma virose – lêem tudo, mas não chegam a conclusão alguma – tudo vira uma grande virose.

Então, fui me consultar no oráculo e perguntei ao Mestre Google, o que eu tenho? Magicamente, o oráculo me trouxe uma entrevista brilhante do Dr. Dráuzio Varella sobre a diferença entre gripe, rinite alérgica e resfriado. Pronto, me consultei sem sair da frente do computador – eu sei, eu sei, também sofro do vício do computador. Mas um dia eu faço um sério tratamento para isso...

Enfim, agora eu já sei que meu corpo está tendo um resfriado. Aliás, está resfriado desde a última 5ª. feira; me fez passar o feriadão simplesmente me sentindo um caco... não gosto muito dessa expressão, fico logo imaginando um prato ou um pires quebrado. Enfim, a sensação é de que o corpo está desconjuntado. E com isto, a minha cabeça vai atrás do corpo, por mais que eu diga “ei, vocês não são gêmeos, e não podem ficar se imitando assim”. Não tenho aquele poder místico de separar corpo da mente, AINDA... mas um dia eu chego lá!

Apesar do resfriado no corpo, no domingo fui até Mazomba para tomar banho de cachoeira; a água estava deliciosamente gelada.

Eu não gosto de água fria, mas aquele banho relaxou meu corpo e, em parceria com o resfriado, deixou meu corpo super relaxado, até hoje, rs... o corpo de desconjuntado passou a ficar molenga. O nariz, este infelizmente, continua desobediente.

Por isso, hoje vou ficar de molho em casa, seguindo o conselho de minha saudosa mãe - lembro que ela repetia o conselho que ouviu a vida inteira sempre que via alguém carregando um resfriado: "você precisa de chá de alho com mel e limão, e muita, muita cama".