segunda-feira, 11 de dezembro de 2023

Vento Venturini

 


As luzes se acenderam

E todos contemplamos

Atraídos pela magia, aquele som;

Musicalidade complexa,

Infinita declaração de amor

Em forma de canção,

Ou seria em forma de vento?


Vento que vinha de Venturini,

Poeta nato, apaixonante e apaixonado.

Cadê você, Espanhola,

Que nem ao menos tem os olhos

Azuis como todo o azul do céu?

E nos olhos castanhos da platéia 

Sorrisos brotavam misturados

Com as lágrimas provocadas pelo

Efeito daquela poesia.


Som místico, trabalha melhor nossa musicalidade.

Desperta em nós o sonho

De nos tornarmos tão puro

Como o universo na vida que a gente

Cansou de procurar.


Afinal, foi a primeira vez

Que todos nós vimos o céu

Se unindo ao mar.

E quem sabe um dia, não tão distante,

E por outra mera distração,

Conseguiremos formar o nosso

Mais perfeito horizonte.


Enfim, foi assim, de verdade, a primeira vez

Que todos nós vimos,

Um pedacinho do céu

Se confundir com todo o azul do mar.


Dentro daquela janela

 

Sempre quando olho aquela janela
Relembro os seus olhos
Tocarem os meus,
Que choram de saudades
De você e de seu corpo.

Saudades das suas mãos que me tocavam,
De seus lábios que me beijavam,
De seu cheiro,
De seus cabelos macios
Por onde meus dedos escorregavam.
Na calma onde vivíamos,
As noites de nós na nossa cama,


O tempo não volta,
Nossa fala e nosso silêncio,
Num amor simples.
E te amava
Como eu podia.

Ainda me perco no mesmo espaço
Onde nossos pés passaram.
Ainda divago nos termos
Da nossa conversa.
Separação sofrida e vã.

Hoje, eu te entendo,
Mais do que sempre, meu amor.
Meu corpo cansou de se agitar.
Minha mente cansou de me prender.

Mas agora,
Você já não está aqui,
Justo na minha liberdade,
Que volta ao êxtase
Na tua presença lembrada.

E hoje, agora, nesse instante,
Como eu te queria
Aqui e agora,
Dentro dessa janela.

Eu Solitário

 


O que se passa na mente
De um ser solitário
Que acha que o mundo o esqueceu;
Que acredita que a vida passa
E nem ao menos acena;
Que sabe que nenhum amor será seu?

O que sente o coração
De um ser solitário
Que quando bate
É fora do compasso;
Que quando sofre
É por puro acaso;
Que quando ama
Ninguém o sente?

Que será que acontece quando
Um ser solitário
Se esquece do mundo,
Se esquece da vida,
Se esquece do amor?

O coração é forçado a bater,
É forçado a amar e a sofrer,
Pela vida esquecida,
Pelo mundo inexistente,
Pelo amor cego e incoerente.

É isso o que acontece
A um ser solitário
Que não se esqueceu de viver,
Apesar de ter sido esquecido.

Música de Fundo

 


A mente flui, a música segue ao fundo. 

A trilha sonora do tão conhecido aperto no peito. Sonhos espalhados em várias noites mal dormidas. 

O que fazer? A quem culpar? Como curar? Será essa a beleza do amor? A incerteza da vida? 

Um bilhão de pessoas no mundo, todas caminhando sem sequer enxergar ou sentir. Fragmentos de olhar ao som de palavras curtas, cumprimentos vazios de expressão. 

Somos mundos à parte, soltos no universo infinito, com emoções latentes inexpressíveis e presas em peitos arfantes. 

Somos amantes não correspondidos, cheios de sentimentos limitados e restritos a um local onde ninguém mais tem acesso. 

Somos inacessíveis.

terça-feira, 28 de novembro de 2023

Em novembro eu renasço

 

Esse foi o mês do meu aniversário. Troquei a kilometragem, completei mais uma Primavera, me tornei mais madura, qualquer coisa, mas nunca ficar velha! Jamais serei velha, não tenho genética para isso, nem paciência. Sempre estarei com um sorriso no rosto, brincando com as coisas que a vida apresenta, desde que não inclua mal estar estomacal (isso realmente me tira do sério!!!).

Comemorar aniversário é algo tão cultural, um acontecimento anual, como o carnaval (rimou!). Tão importante para alguns, tão insignificante para outros, e às vezes até insuportável para quem é muito vaidoso. Eu não faço parte de nenhum dos grupos acima.

Mas sou muito tímida, quase um bichinho do mato, por isso fico sem jeito com essas comemorações, mas nem por isso insensível.  

Se pudesse abraçaria e agradeceria a todos pessoalmente, mas como é inviável, deixo aqui esse agradecimento especial e eterno, por que vai servir para todos os anos da minha vida.

Muito obrigada!

Eve



sábado, 4 de maio de 2013

O Amor e o Ser Feliz


 

É muito ruim quando colocamos nossa felicidade nas mãos de alguém. É muito triste perceber que só nos sentimos felizes quando somos aceitos por outra pessoa; e dependendo da ocasião, essa pessoa muda de rosto freqüentemente. Torna-se o amigo, a amiga, a filha, a irmã, o patrão, o colega de trabalho, e até mesmo um estranho na rua. Onde está o desequilíbrio? Se somos 100% responsáveis por nosso atos, e por isto, totalmente responsáveis por nossas vidas, então nós somos o próprio desequilíbrio.

Buscamos loucamente um sinal que nos ajude a sair desse labirinto. Sim, por que quando percebemos que deixamos de ser felizes por causa do julgamento ou aprovação do outro, sentimo-nos num labirinto. Muitas vezes, sem saída.

Então, começamos a usar de artimanhas sem fim. Repetimos palavras positivas, olhamos para as coisas boas que fizemos, admitimos o quanto somos pessoas maravilhosas. Buscamos a aprovação interior. Mas ainda assim, continuamos no labirinto.

E tudo acontece numa questão de segundos, quando a consciência nos alerta: “Ôpa, estamos no labirinto outra vez.” E então, a mente é absorvida pelo negativo novamente. E nesse segundo tentamos nos deter, em vão, pois o segundo inicial já passou. E novamente o labirinto.

Daí sucede que vagueamos em tudo já lido e aprendido com os grandes mestres, como Osho, Krishnamurti, Pema Chodron, Deepak Chopra, Joe Vitalle. E as leituras de Krishnamurti e Pema Chodron surgem vívidas em alguns casos: observar sem julgar, sentir, sentir, sentir... apenas sentir.

Como é difícil apenas sentir. Ainda precisamos da mente para direcionar os sentimentos negativos para fora, ou eles implodirão em nossos corpos.

Como sair desse labirinto que criamos de tempos em tempos? O que aconteceu em nossas vidas que levou a isto? Procuramos por um insight, novamente em vão.

Colocamos em prática o Ho'oponopono, a respiração polarizada, a meditação ativa, a meditação passiva. Inicialmente com uma intenção, mas nenhum alívio surge.

E vagarosamente, murmuramos frases com a intenção de desaparecer e se entregar ao Divino. E torna-se este mais um ensinamento na prática. Somos computadores programados para agir e reagir sempre da mesma maneira.

Segundo alguns sábios, existem algumas saídas: apenas observar o sentimento; praticar pensamentos positivos; ter clara consciência sobre eles.

Mas nada disso importa. Importa sair desse labirinto. Importa achar a saída, a porta. E nessa saída terá uma grande placa: AMOR  

segunda-feira, 15 de abril de 2013

Os Sonhos


Ah, os sonhos são divinos

Nos levam onde nossos pés
jamais alcançariam.

Suportam as emoções mais loucas
que nossos corpos não aguentariam.

Não se passa um dia sequer
em que eu não sonhe.

Sonhar faz bem,
alimenta a alma
e o corpo cansado,
traduz à consciência fatos
que teimamos em esquecer.

Ah, os sonhos são como
a lua cheia na noite,
o sol quente pela manhã
e a brisa suave ao entardecer.